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Monday, 9 November 2009

Teira dugesii




Esta é a Largatixa-da-Madeira, uma espécie endémica dos arquipélagos da Madeira e das Selvagens e que foi introduzida por volta de 1860 nos Açores e mais recentemente em Lisboa. Ocupa uma grande variedade de habitats, podendo ser encontrada desde o nível do mar até ao 1861 m na ilha da Madeira. Prefere locais secos e quentes e é muito frequente em habitats antropogénicos. Com base em diferenciação morfológica e enzimática foram descritas 4 subespécies: T. d. dugesii na ilha da Madeira, T. d. jogeri no Porto Santo, T. d. mauli das Desertas e T. d. Selvagensis nas Selvagens. As duas primeiras fotos pertencem à subespécie das Selvagens e as duas últimas à subespécie das Desertas.

Wednesday, 19 August 2009

Lacerta lepida

Este é um imaturo de Sardão, o maior lacertídeo português e um dos maiores lacertídeos europeus. Quando adultos apresentam usalmente um dorso verde metálico com manchas negras e um comprimento que costuma variar entre 30 e 60 cm (sendo que há registo de indivíduos com 90 cm!). O macho é de uma tonalidade mais brilhante e apresenta pontos azuis nos flancos, que se encontram normalmente ausentes nas fêmeas. Alimentam-se maioritariamente de insectos, especialmente escaravelhos, no entanto pode predar pequenos vertebrados. A maturidade sexual é atinguida por volta do segundo ano de vida e as fêmeas podem por até 22 ovos. Em Portugal a espécie pode ser encontrada por todo o país, no entanto encontra-se em acentuado declínio, sendo que a população existente nas Berlengas está numa situação de extinção eminente ou mesmo real.

Friday, 14 August 2009

Mauremys leprosa

Em Portugal ocorrem 3 espécies de tartarugas de água doce: a introduzida Trachemys scripta elegans ou Tartaruga da Florida, a Emys orbicularis ou Cágado-de-carapaça-estriada, e a Mauremys leprosa ou Cágado-mediterrânico, que aqui apresento. Esta espécie distribui-se pelo Sudoeste da Europa e Noroeste de África, sendo que em Portugal pode ser encontrada por todo o país, com especial encidência nas regiões a Sul. São animais de uma grande longevidade, baixa taxa de fecundidae e uma idade de maturação tardia, o torna que torna esta espécie particularmente vulnerável à mortalidade não natural e a degradação de habitat. Esta foto foi realizada na zona de Castro Verde.

Monday, 10 August 2009

Natrix natrix

Encontrei esta cobra-de-água-de-colar numa saída de campo ao Parque Nacional de Slovensky raj, na Eslováquia, no âmbito de um curso em taxonomia aplicada à conservação. Trata-se de uma espécie com uma enorme área de distribuição, que inclui sensivelmente toda a Europa, com a excepção de algumas latitudes mais a Norte na Península Escandinávia, podendo ainda ser encontrada em algumas zonas do Oeste asiático e no Norte de África. Em Portugal pode ser encontrada em todo o território continental, deste o nível do mar até aos 1875 m, na Serra da Estrela. É uma espécie muito dependente do meio aquático, sendo que é extremamente afectada pela desaparecimento e poluição de pontos de água, tanto naturais como artificiais. Este indivíduo pertence à subespécie N. n. natrix que se distribui a Este da linha que se estende de Norte a Sul deste o mar do Norte até ao Adriático.

Tuesday, 7 July 2009

Hemidactylus mabouia

Apresento-vos uma recém chegada à ilha da Madeira. Trata-se de uma Osga-caseira-tropical, uma espécie originária da África Sub-Sariana que naturalmente ou graças a mão humana têm vindo a expandir a sua distribuição e actualmente pode ser encontrada no continente americano, nas Caraíbas e em várias ilhas oceânicas. O primeiro registo para a Madeira data de 2001, na zona da Achada, Funchal. Pode ser facilmente distinguida das osgas do género Tarentola pela presença de garras em todos os dedos. Este exemplar foi encontrado no centro do Funchal, graças aos olhos de lince da Sarah.

Thursday, 2 July 2009

Psammodromus algirus

Esta é uma lagartixa-do-mato, um dos répteis mais comuns da nossa fauna, podendo ser encontrado em quase toda a Península Ibérica, numa pequena faixa no Sul de França e na maior parte de Marrocos, Norte da Argélia e Noroeste da Tunísia. Prefere zonas com uma reduzida cobertura arbustiva e pode habitar qualquer habitat, incluindo zonas com elevada pressão humana. Esta foto foi realizada numa belíssima saída de campo ao Parque Natural de Monfragüe.

Saturday, 27 June 2009

Tarentola bischoffi


Apresento-vos o animal com o qual estive a trabalhar nos últimos tempos - a Osga-das-Selvagens. Trata-se de um endemismo do arquipélago das Selvagens e ocorrendo em três subpopulações isoladas na Selvagem Grande, na Selvagem Pequena e no Ilhéu de fora. É relativamente comum em toda a sua área de distribuição, atingindo maiores densidades na zona do planalto central da Selvagem Grande. Esta espécie parece ter beneficiado da erradicação dos coelhos e ratos e os seus números têm aumentado bastante.

Monday, 18 May 2009

Podarcis hispanica

Esta espécie ocupa quase totalmente a Península Ibérica, o Norte de África e o Sudoeste de França, distribuindo-se desde o nível do mar até aos 3481 m, na Serra Nevada. Apresenta uma elevada variabilidade intraespecífica e no terço Norte de Portugal pode ser encontrado o morfotipo 1, de cabeça e corpos deprimidos, coloração dorsal parda escura e zonas ventrais claras, ao passo que nos dois terços meridionais do país pode ser encontrado o morfotipo 2, mais robusto, de cabeça relativamente alta, com zonas dorsais frequentemente esverdeadas, ou de tom pardo claro, e ventre amarelo ou alaranjado.

Sunday, 17 May 2009

Tarentola mauritanica

Para comemorar a meia centena de fotos apresento-vos uma das espécies com a qual vou estar a trabalhar nos próximos tempos: a Osga-comum. Esta espécie encontra-se distribuída por toda a bacia do Mediterrâneo e apresenta uma distribuição continua em todo o nosso território nacional. Terá sido introduzida a cerca de 15 anos na ilha da Madeira e mais recentemente terá conseguido chegar a ilha de Porto Santo. Ocupa essencialmente superfícies verticais tais como muros, locais pedregosos e troncos de árvores. Associa-se também a ambientes humanizados, ocorrendo frequentemente em locais com iluminação artificial. É crença comum que este animal é venenoso, mas tal não passa de um mito.

Tuesday, 5 May 2009

Coronella girondica

Estão descritas 3 espécies para o género Coronella: a C. brachyura (que apenas podes ser encontrada na Índia), a C. autriaca e a C. girondica. As duas últimas podem ser encontradas na Península Ibérica e esta que aqui vos apresento é a C. girondica ou Cobra-lisa-meridonal. Esta espécie ocupa quase todo o território nacional contudo é predominantemente crepuscular e nocturna, o que faz com que seja difícil de detecção. Apesar de não ser venenosa têm como um dos principais factores de ameaça a perseguição humana.

Tuesday, 7 April 2009

Iberolacerta m. monticola


Passei grande parte da minha última semana a procura deste animal. Trata-se da lagartixa-da-montanha, uma espécie exclusiva da Península Ibérica e que em Portugal só pode ser encontrada na Serra da Estrela na forma da subespécie endémica. Encontra-se classificada como Vulnerável no entanto a sua observação é relativamente fácil, especialmente na zona da Torre onde atinge densidades bastante elevadas. A enorme concentração espacial desta espécie na Serra da Estrela constitui um dos mais importantes factores de ameaça uma vez que fenómenos estocásticos, tais como epidemias ou condições ambientais particularmente extremas poderiam afectar toda ou grande parte população, pondo assim a sua sobrevivência em risco.

Wednesday, 31 December 2008

Philothamnus thomensis

Cobra verde, endémica da ilha de São Tomé. Encontrei-a numa plantação de café durante os trabalhos de campo para a minha tese de mestrado.

Wednesday, 3 December 2008

Pelusios castaneus

Eis um dos animais mais esquivos de São Tomé – O benKu (West african mud turtle).

Wednesday, 13 August 2008

Lamprophis lineatus

Supostamente esta espécie está presente tanto no Principe como em São Tomé mas os animais da duas ilhas diferem tanto no comportamento como na aparência o que leva a crer que possam ser espécies diferentes.